mar19

Pirataria,download gratuito e o mercado musical


Esse assunto é polêmico,pois envolve muita gente que se sente prejudicada e  também quem se beneficia com o uso das novas ferramentas para obtenção de músicas.

Na minha opinião, os executivos das gravadoras viraram as costas para uma realidade que surgia há muitos anos atrás: o tráfego de arquivos de música pela internet. No início, havia apenas um ou dois sites que disponibilizavam essa ferramenta. Se tais executivos estivessem realmente preocupados com o futuro do direito autoral e com a defesa das obras fonográficas, teriam tentado buscar, naquele momento, um freio ou uma forma de disciplinar esse novo “comércio”. Em vez disso,deixaram correr solto, e tentar fazer isso agora é como tapar o sol com uma peneira.

A era digital está em franco crescimento.Tudo é visto e disseminado pela internet. Não é raro acontecer de uma música, lançada apenas na rede, virar um hit nacional tamanho o poder que esta tem hoje em dia. O compositor sai perdendo, pois sua obra intelectual não conta com mecanismos de arrecadação dos seus direitos autorais quando se trata de tráfego pela internet. Já se tentou criar um formato de cd que não permite cópia,mas os internautas e hackers sempre dão um jeito de burlar tais iniciativas.

Talvez por causa dessa realidade, os compositores tem apostado mais em suas carreiras como “artistas”, ou seja, fazendo shows,pois assim conseguem reverter os louros da aceitação das suas canções em cachês pelas suas apresentações. Mesmo em declínio, o mercado de venda de cds ainda sobrevive. Alguns autores ainda se apegam a esse mercado tradicional para se manterem em atividade.

Para  intérpretes e bandas o efeito dessas novas tecnologias é positivo,pois quanto maior a divulgação das canções, maior a procura por shows, e estes se revertem em cachês. Algumas carreiras, hoje em dia , são pautadas exclusivamente na divulgação pela internet,com sites que permitem downloads gratuitos, com páginas no My Space, comunidades no orkut etc. Um dos mais recentes exemplos desse fenômeno é o da cantora prodígio Malu Magalhães(com 15 anos de idade na época), que chamou à atenção do mercado musical quando suas músicas (divulgadas na net) bateram recordes de downloads.

A polêmica sobre pirataria digital e afins está longe de terminar,mas sou otimista,pois acho que com paciência e inteligência o ser humano sempre pode achar alternativas e soluções.luau-porto-seguro

Uma boa semana a todos

postado por: adelmo



10 Comentários para “Pirataria,download gratuito e o mercado musical”

  1. Zé Emerson

    Por um outro lado Adelmo…ficamos nós, entre a cruz e a espada!!
    Comprar um Cd num valor entre 20,00 e 50,00, ou tê-lo em nossas mãos apenas com um simples clicar no mouse?

    Se por um lado as gravadoras fecharam os olhos para uma relidade que estava ali na sua frente, nós, os consumidores fomos “beneficiados” com essa nova forma de “adesão”.

    Na verdade, esse assunto gera muita discurssão…um denominador comum entra gravadora e artista seria a solução mais coerente.

    Abraços!

  2. Raulino Cerqueira

    Oi, Adelmo! Tudo bem? Este é um problema muito nocivo para a indústria fonográfica e eu acho que, como você citou, vai ser difícil de reverter. Como sou artista e componho músicas, prefiro comprar o CD para que eu possa acompanhar as canções, saber os nomes dos compositores e ficar por dentro das informações técnicas do disco. Por exemplo,como ficaria sabendo que foi você quem compôs a música “Uma canção” do CD “Experimenta” da Banda Eva? Um abraço e me diz como mandar música para a banda!

  3. Leonardo

    Como você mesmo diz esse assunto é muito polêmico.

    O Zé citou aí em cima a nossa posição como consumidores, que temos a opção de de ter o CD/DVD do artista com um simplis clicar no mouse.
    Procurar uma forma de associar a arrecadação em função dos downloads feitos talvez seja uma alternativa para se pensar no futuro, afinal com tanta evolução tecnológica não seria surreal se pensar em atribuir um “impressão digital” a um CD ou música lançado na rede, e assim quantificar o número de downloads feitos.

    Enfim, trata-se de um assunto delicado mas que deve ser discutido para se tentar obter uma solução boa para artistas, gravadoras e consumidores.

    Sucesso!

  4. Biuzinha

    Isso se chama revolução tecnológica. E, em virtude disso, e a todo instante, temos sempre que pensar em novas alternativas para “sobreviver” nesse mundo capitalista em que vivemos.
    Beijo, querido.

  5. Amanda

    Revolução Tecnológica…
    É isso aí!
    Acredito que a indústria fonográfica mais do que nunca tem que assumir uma postura quanto as arrecadações dos compositores( fazendo ela funcionar também em relação aos clics), pois os downloads só tendem a aumentar…

    Grande beijo querido e sucesso

  6. Fábio Sales

    Realmente, pagar um absurdo por um CD gravado numa mídia que nada difere do que vemos pelos camelôs a R$3… 5 não tem o menor sentido. Melhor do que isso só baixar mesmo e fazer sua própria seleção de música.

    As gravadoras não estão e nunca estiveram ligando para que os consumidores pensam, agora que se vêem num ponto crítico acham que podem usar do poder e coerção pra resolver isso.

    Querem vender? Querem um diferencial? Inovem na embalagem, na capa, façam algo que download ou camelô nenhum teria como oferecer. Deixem de preguiça, gravadoras, e façam um material que preste, algo que os fãs e consumidores em geral tenham prazer em comprar e não essas coisas toscas e pobres com cara de CD promocional para rádios!

    Fica aqui o meu desabafo.

  7. Jovina

    Bem, não vou usar aqui termos técnicos…até pq sou meio leiga quanto a essas questões de acordos firmados entre artistas, gravadoras, produtores…e por aí vai…” inclusive nem sabia que já tentaram criar os tais cds digamos que …anti-piratex…rsrs”

    Todavia, vou contar aqui uma experiência própria…prometo ser breve…rsrsrs…

    Lembro muito bem da época em que os cds se tornaram uma “febre” no país, ter um som que tocasse esses “modernos vinis” era sinônimo de status social…
    Quem não tinha …que se contentasse com as vitrolas dos seus antepassados ou comprasse uma fitaK7 ( com a cópia dessas músicas) no camelô…ou ainda uma fita k7 virgem p/gravar as músicas que passavam nas rádios..
    Eu..era uma das que compravam essas fitas..kkkkk…e assim comecei a conhecer e a gostar de muitosss gêneros musicais…( segredo: nessa época montei até uma bandinha..rs..inspirada nesses músicos)
    Enfim, o tempo passou…a bandinha terminou quando me mudei p/Salvador..rsrs..e finalmente consegui aos poucos montar a minha “família” de cds…mas até hj sinto falta da vitrolinha e as músicas que gravava por meio dela…

    Com isso quero dizer que essa polêmica de (álbum original e “pirata”) não é de agora não, apenas acompanhou os avanços da tecnologia..leia-se populazização da internet…
    Logo…sou a favor sim dos down gratuitos, por toda essa história que relatei e o quanto isso contribuiu para o meu crescimento, até o dia em que as grandes gravadoras perceberem que música não deve ser agregada ao modelo capitalista…e sim DEMOCRATIZADA!!!
    Por fim deixo como exemplo o Teatro Mágico ( Grupo Musical que se destacou a nível nacional por meio da internet)

    Beijão!!

  8. Dally

    Oi Adelmo!

    Tô navegando no youtube com Bady. Ela queria ver “Adelmo e Tio Tuca”. Daí partiu pra outros clips, e eu comecei a navegar. Cheguei no teu blog.

    Dei de cara com esse post bem no momento que ela me pediu um clip e nada de áudio! Msg:a gravadora bloqueou o áudio. Pirataria!

    Eu vivo me questionando sobre essa noção de pirataria na internet. Aliás, redes sociais virtuais é um assunto que me tem interessado bastante (meu tema geral do mestrado é construção e negocição de significados sobre a matrnidade no orku). Retomando, eu fico me perguntando se a troca de música via web – P2P (shareeza, emule) ou através de sites que permitem download de álbuns inteiros) pode entrar no mesmo saco do comércio de cópias de CDs,rotulada pelo nome genérico “pirataria” – que implica a idéia de um comércio ilegal (com todas as ramificações ilegais e criminosas).

    Porque, veja bem, a troca de música em redes sociais é uma virtuais é um veículo de estabelecer laços sociais. Eu acho que a música assume mais verdadeiramente sua face de artefato cultural, além de ser usada como capital social. Existe um movimento intenso de negociação de papéis, de posição social, construção de identidades, construção de significados culturais individuais e compartilhados, etc. Acho, inclusive, que tira o aspecto comercial da música para para devolvê-la para o povo.

    Por isso que eu acho que antes de fazer o uso ingênuo da web ou assumir uma posição de “frear e disciplinar” seria necessário entender como funcionam essas redes sociais virtuais e fazer uso dos seus próprios mecanismos para melhor regular o mercado da pirataria virtual.

    Por outro lado, há anos que a classe artística alardeia que não ganha nada com a venda dos seus álbuns, que o dinheiro vem mesmo dos shows, etc. Agora, vemos os fãs/povo fazendo justiça pelas próprias mãos: se vingando das gravadoras que tanto explora seus ídolos!

    Enfim, como vc disse, a questão é complexa, polêmica, e longe de uma compreensão, muito menos de uma solução!

  9. Zadoque

    Adelmo, tem uma boa solução para resolver o problema da pirataria e dos direitos autorais, permitindo inclusive, liberar todos os tipos de downloads. Postei no meu site um artigo sobre o assunto:
    http://www.zadoque.com/cadernos/sem-pirataria-01.html

    É possível ter falhas nessa idéia. Mas se for o caso, vale a pena superá-la. Porque se for boa, não só resolve os problemas citados, como também pode garantir o mercado de trabalho para muitos internautas. Divulgue a idéia! Zadoque.

  10. LUCIENE CAVALCANTE

    Aproveitando a oportunidade, em nome de toda São Roque do Paraguaçu, Bahia, onde Negra Cor arrrebentou com seu show lindo no domigo (16). Parabens pelo talento dessa banda!!! Te amoooooooooo!!!!!!!!!!! Beijossssss meu lindo!!!!
    Luciene Cavalcante

Deixe um comentário:

Saiba como colocar sua foto no seu comentário.