25jun
Assistindo a um documentário sobre a criação da Universiadade de Brasília, bateu uma nostalgia de coisas que só ouvi em aulas,vi em filmes/séries, ou li em livros.
Senti uma saudade doída de uma juventude apaixonada por seus ideais. Tão apaixonada a ponto de dar a vida por eles. Onde está essa paixão nos dias de hoje? Ou melhor, pelo que o jovem de hoje é apaixonado? O que levaria a juventude às ruas atualmente? É…Parece que a máxima “cada um deve cuidar de si” está sendo levada ao pé da letra…
Quando perdemos o cuidado com o todo, abrimos mão de um pedacinho do que é nosso também. Quando vemos uma criança abandonada nas ruas e nada fazemos, estamos dizendo a nós mesmos: se fosse um filho meu, todos também teriam o direito de ignorá-lo.
Se esconder na mesmice, no comportamento apolítico,individualista, covarde é muito cômodo, confortável. Assistir uma aula e não questionar nada, anular o voto, jogar lixo nas ruas porque “todo mundo joga”, taxar filmes que fazem pensar como “chatos”, “cansativos”, aceitar calado que alguém lhe dê o troco em balas, que o vizinho do andar de cima faça barulho quando bem entender e ainda sorrir quando encontrá-lo no elevador… Talvez essa seja uma herança maldita que a ditadura nos deixou. Um medo inexplicável de ser um cidadão de verdade, ou uma falsa idéia de que o “deixa pra lá” é sempre o melhor a se fazer. Pode ser o mais simples e mais covarde,mas NUNCA o melhor.
Escândalos vêm e vão e o que nós fazemos? A imprensa é livre,vivemos numa democracia,mas e daí? O que fazemos com tanta informação sobre corrupção,violência, falta de respeito com o ser humano? Será o voto a nossa ÚNICA arma? NÃO!!! Podemos “gritar” contra essas coisas de várias formas. Podemos ensinar às crianças de hoje que vale SIM à pena se posicionar, se informar sobre tudo que atinge nossa sociedade. Podemos começar a mudança em qualquer momento. Escrever uma carta a uma instituição política manifestando REPÚDIO a toda sujeira que lá acontece, discutindo nas escolas e faculdades absurdos que acontecem, para que as pessoas JAMAIS achem que são coisas NORMAIS. No meu caso, procuro fazer o bem, compor letras que acrescentem algo na vida das pessoas, sou solidário da forma que posso, escrevo aqui nesse espaço comentários sobre coisas que dizem respeito à nossa vida em sociedade, abrindo a oportunidade para todos os leitores se manifestarem também…
Quem sabe um dia veremos um Brasil que olhe pra frente com ORGULHO do que fez no passado, e não apenas com SAUDADE. Chega de saudade!!!
Mãos à obra!!!
Boa Semana a todos!!!
postado por: adelmo
12jun
Que os pragmáticos me perdoem,mas a verdade que essas datas comemorativas,como o dia dos namorados, mexem com a gente. Não adianta negar. Portanto,diga que ama a seu namorado, sua namorada, saia pra jantar, pra ver um filme, dançar, mande flores pra seu noivo,pra sua noiva,marido,mulher…Que sejam”inventadas” mais datas desse tipo,pois,nos dias de hoje, com tanta notícia ruim por aí, aquilo de que mais precisamos são motivos pra comemorar o que quer que seja. E pra aqueles que estão solteiros, aconselho que “se namorem” um pouco. Dê a si mesmo um presente, corte o cabelo, faça a barba, vá ao salão,curta uma balada legal,pois antes de amarmos alguém, temos de gostar daquela pessoinha que encaramos todos os dias em frente ao espelho.
Feliz dia dos namorados! Feliz mais um dia de VIDA!!!

Flores
postado por: adelmo
01jun
Talvez uma das primeiras coisas que aprendemos na vida é ter medo. Quando crianças, nossos pais nos ensinam a ter medo de altura, do calor do fogo, do choque da tomada, de atravessar a rua, de falar com estranhos…
Na adolescência, aprendemos a ter medo do nosso próprio corpo, dos nossos gestos, da primeira vez, do primeiro amor, do vestibular. Sentimos medo até de sermos nós mesmos,pois nem sempre agradamos quem queremos sem nos fantasiarmos de alguma personagem. E isso é perfeitamente normal. Adolescer é descobrir quem realmente somos por trás de vários “eus” de que fazemos uso fora da segurança das nossas casas. Sorte dos que enxergam o quanto antes quem é realmente aquela pessoa que vemos todos os dias quando olhamos no espelho…
Aí chega a fase adulta e com ela o medo das responsabilidades. O medo de atender às expectativas da sociedade, de não conseguir se tornar uma pessoa realizada financeira e emocionalmente. No turbilhão das paixões,nos sentimos vulneráveis, sujeitos a muitas intempéries. Perdemos o chão, a razão, em busca de saciar uma fome a qual não compreendemos. Mais tarde entendemos que temos fome de VIDA. As emoções são a parte mais visível da condição humana. Não devemo temer os sentimentos, as fraquezas, incertezas e nosso instinto. Só ama quem pode SENTIR amor; quem já foi amado por alguém. Da mesma forma que só sofre quem se entrega, e se entregar é sair do perímetro de segurança das emoções mornas e nada comprometedoras.
E por fim,vem o medo da morte…Interessante é perceber que as pessoas que tem mais medo da morte são as que,mesmo inconscientemente, se arrependem de não terem vivido como gostariam, de não terem feito ou dito algo importante. É doloroso o fardo de um amor não declarado, de um pedido de desculpas não concretizado, flores que não foram mandadas, telefonemas no meio da madrugada que nunca foram dados, versos que nunca foram escritos ou palavras que nunca foram ditas…
Eu tenho tentado não deixar de dizer coisas importantes,pois o que incomoda tem de ser discutido. Por isso tomei coragem essa semana de dizer algo muito importante para minha cozinheira: nesse molho de strogonoff tá faltando creme de leite(risos).
Tá vendo? Exercite! Comece com coisas simples.
Um grande abraço e boa semana!
postado por: adelmo
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