Amor, Paixão e… Molho de Strogonoff
Talvez uma das primeiras coisas que aprendemos na vida é ter medo. Quando crianças, nossos pais nos ensinam a ter medo de altura, do calor do fogo, do choque da tomada, de atravessar a rua, de falar com estranhos…
Na adolescência, aprendemos a ter medo do nosso próprio corpo, dos nossos gestos, da primeira vez, do primeiro amor, do vestibular. Sentimos medo até de sermos nós mesmos,pois nem sempre agradamos quem queremos sem nos fantasiarmos de alguma personagem. E isso é perfeitamente normal. Adolescer é descobrir quem realmente somos por trás de vários “eus” de que fazemos uso fora da segurança das nossas casas. Sorte dos que enxergam o quanto antes quem é realmente aquela pessoa que vemos todos os dias quando olhamos no espelho…
Aí chega a fase adulta e com ela o medo das responsabilidades. O medo de atender às expectativas da sociedade, de não conseguir se tornar uma pessoa realizada financeira e emocionalmente. No turbilhão das paixões,nos sentimos vulneráveis, sujeitos a muitas intempéries. Perdemos o chão, a razão, em busca de saciar uma fome a qual não compreendemos. Mais tarde entendemos que temos fome de VIDA. As emoções são a parte mais visível da condição humana. Não devemo temer os sentimentos, as fraquezas, incertezas e nosso instinto. Só ama quem pode SENTIR amor; quem já foi amado por alguém. Da mesma forma que só sofre quem se entrega, e se entregar é sair do perímetro de segurança das emoções mornas e nada comprometedoras.
E por fim,vem o medo da morte…Interessante é perceber que as pessoas que tem mais medo da morte são as que,mesmo inconscientemente, se arrependem de não terem vivido como gostariam, de não terem feito ou dito algo importante. É doloroso o fardo de um amor não declarado, de um pedido de desculpas não concretizado, flores que não foram mandadas, telefonemas no meio da madrugada que nunca foram dados, versos que nunca foram escritos ou palavras que nunca foram ditas…
Eu tenho tentado não deixar de dizer coisas importantes,pois o que incomoda tem de ser discutido. Por isso tomei coragem essa semana de dizer algo muito importante para minha cozinheira: nesse molho de strogonoff tá faltando creme de leite(risos).
Tá vendo? Exercite! Comece com coisas simples.
Um grande abraço e boa semana!
junho 1st, 2009 at 11:47
Rapaz, vr esse prato na hora do almoço deu uma fooome… mesmo com pouco creme de leite, eu quero! rsrsrsrrs
bjo.
junho 1st, 2009 at 14:47
É tão bom inicarmos mais uma semana de nossas vidas com uma mensagem tão sensitiva. Como não pararmos pra pensar diante de uma explanação dos sentidos de nosso Cotidiano tão claa e simples? Olha Adelmo, leio suas mensagens sempre quando as recebo em meu email, e me felicito em ver como vc comparilha seus sentimentos, suas agústias, e alegrias, Você temos mostrado que não precisamos ser mais um na mutidão. Seguirei o seu concelho!
Beijos
junho 2nd, 2009 at 18:42
Oi, Adelmo! Tudo bem? É muito importante mesmo viver, aproveitar as oportunidades e falar aquilo que se tem vontade; porém, tudo isso deve ser feito respeitando nossos próprios sentimentos, para não deixarmos de ser autênticos. Ou seja, fazer por querer, tudo bem; fazer por que os outros querem, é cilada. Meu lema para 2009 é: faça o que você pensa! E, como cantava Gonzaguinha, um dos grandes nomes da MPB, cada pessoa tem que “viver e não ter a vergonha de ser feliz”. Um grande abraço!
junho 2nd, 2009 at 21:40
Existem vários textos que a gente lê e simplesmente passa despercebido, mas existem aqueles que tocam nosso coração, principalmente quando nos reconhecemos diante da situação. Me identifiquei muito com esse texto. Passo por uma fase importante e decisiva na minha vida, tenho um super medo de tudo. Qualquer situação é uma preocupação…
Irei prestar vestibular ao final do ano e qualquer coisa que acontece é motivo de pensar “estudar, não se deixe abater, vá estudar” e por fim, com o “massacrante” terceiro ano, às vezes, ficamos desestimulados com as notas mesmo tendo consciencia que sabemos muitas coisas sobre os assuntos. Mas vou encarando como uma batalha, mas não exijo de mim mais do que devo. Tudo sem exageros, na medida certa.
Acho que todo o medo de verdade, sabendo equilibrar, a gente consegue driblar facilmente; e isso é maravilhoso!
Esse eu gostei mesmo… parabéns, Adelmo!
Estou com saudade de seus shows… rs
Beijos, Amanda.
junho 9th, 2009 at 17:16
Hehehehehe…adorei! Agora vamos concordar que postar essa imagem de strogonoff aí foi “covardia” Adeeeelmo! Huahuahua…adorooo!!
Vamos à vida….
Grande beijo e estou adoraaaaando ler os teus pensamentos aqui nesse blog.
junho 10th, 2009 at 1:54
Gostei das palavras…muito verdadeiras…mas prefiro o strgonoff…pode ser sem creme de leite mesmo…
setembro 9th, 2010 at 22:08
Ah, que barato!!! Adorei a conclusão! Bjs, Lu (ou doutora)