Onde está? Pra onde foi aquele Brasil?
Assistindo a um documentário sobre a criação da Universiadade de Brasília, bateu uma nostalgia de coisas que só ouvi em aulas,vi em filmes/séries, ou li em livros.
Senti uma saudade doída de uma juventude apaixonada por seus ideais. Tão apaixonada a ponto de dar a vida por eles. Onde está essa paixão nos dias de hoje? Ou melhor, pelo que o jovem de hoje é apaixonado? O que levaria a juventude às ruas atualmente? É…Parece que a máxima “cada um deve cuidar de si” está sendo levada ao pé da letra…
Quando perdemos o cuidado com o todo, abrimos mão de um pedacinho do que é nosso também. Quando vemos uma criança abandonada nas ruas e nada fazemos, estamos dizendo a nós mesmos: se fosse um filho meu, todos também teriam o direito de ignorá-lo.
Se esconder na mesmice, no comportamento apolítico,individualista, covarde é muito cômodo, confortável. Assistir uma aula e não questionar nada, anular o voto, jogar lixo nas ruas porque “todo mundo joga”, taxar filmes que fazem pensar como “chatos”, “cansativos”, aceitar calado que alguém lhe dê o troco em balas, que o vizinho do andar de cima faça barulho quando bem entender e ainda sorrir quando encontrá-lo no elevador… Talvez essa seja uma herança maldita que a ditadura nos deixou. Um medo inexplicável de ser um cidadão de verdade, ou uma falsa idéia de que o “deixa pra lá” é sempre o melhor a se fazer. Pode ser o mais simples e mais covarde,mas NUNCA o melhor.
Escândalos vêm e vão e o que nós fazemos? A imprensa é livre,vivemos numa democracia,mas e daí? O que fazemos com tanta informação sobre corrupção,violência, falta de respeito com o ser humano? Será o voto a nossa ÚNICA arma? NÃO!!! Podemos “gritar” contra essas coisas de várias formas. Podemos ensinar às crianças de hoje que vale SIM à pena se posicionar, se informar sobre tudo que atinge nossa sociedade. Podemos começar a mudança em qualquer momento. Escrever uma carta a uma instituição política manifestando REPÚDIO a toda sujeira que lá acontece, discutindo nas escolas e faculdades absurdos que acontecem, para que as pessoas JAMAIS achem que são coisas NORMAIS. No meu caso, procuro fazer o bem, compor letras que acrescentem algo na vida das pessoas, sou solidário da forma que posso, escrevo aqui nesse espaço comentários sobre coisas que dizem respeito à nossa vida em sociedade, abrindo a oportunidade para todos os leitores se manifestarem também…
Quem sabe um dia veremos um Brasil que olhe pra frente com ORGULHO do que fez no passado, e não apenas com SAUDADE. Chega de saudade!!!
Mãos à obra!!!
Boa Semana a todos!!!
julho 3rd, 2009 at 10:27
Muito bom o texto meu amor. Escreveu muito bem. Vivemos em nosso mundo “cada um na sua” reclamando de tudo e todos, mas nada fazemos para mudar o que realmente nos incomoda. Daí ficamos apenas “desesperançosos”, quando deveríamos mostrar indignação e lutar por pessoas mais honestas para nos representar, lutar pelos nossos direitos, lutar para que a verdade apareça acima de qualquer coisa, etc… Bjo! Te amo!
julho 6th, 2009 at 16:09
Oi, Adelmo! Tudo bem? Hoje em dia as pessoas não querem se comprometer com nada. Aquelas que lutam por seus direitos e se manifestam são tidas como chatas. Infelizmente, grande parte da juventude não tem vontade de mudar o país com suas ações. É triste de ver. Mas, como você disse, cada um deve fazer a sua parte. Sou professor e insisto em falar para os meus alunos que eles não devem (e não podem) ser acomodados. Não fico só no discurso, dou exemplos através da minha prática pedagógica e das minhas atitudes em sala de aula. Digo sempre: a mediocridade quer tomar contar do mundo, afastem-se dela e façam a diferença. Um abraço!
P.S.: Você chegou a ler duas letras de música que eu te enviei por e-mail?
agosto 3rd, 2009 at 11:00
Na minha adolescência, quando me perguntavam o que eu mais queria na vida, minha resposta era única: ter feito parte da geração de 68 e 89.
Causa-me indignação, para não dizer repúdio, essa geração que nada faz e tudo aceita. Uma geração que fala que nosso país é um mar de corrupção, mas nada faz para modificá-lo.
Os jovens de hoje mal sabem o que querem da vida.
Enquanto isso, a vida segue, o país segue… sem rumo.