O Sucesso é matemática!!!
O mundo inteiro reconhece que a música brasileira é rica. Um incontável número de estilos musicais, de artistas e bandas fazem da nossa música um mercado bem promissor e em constante mutação.
Mas existe uma lógica ingrata que “fabrica” alguns sucessos momentâneos. É como matemática. Vamos tentar desvendar esse processo. O Brasil tem mais de 16 milhões de analfabetos. A pobreza no país atinge cerca de 57 milhões de pessoas, e quase metade delas vivem em miséria absoluta. Ora vejam só. Que tipo de música essas pessoas podem consumir? Que mensagens podem ser entendidas por elas? Elas não tem culpa por não conhecerem os verdadeiros grandes artistas brasileiros. A grande chave do entendimento dos fenômenos populares na música é a LINGUAGEM. Essa está cada vez mais simplista e apelativa,pois somente dessa forma o público que a consome pode entendê-la e absorvê-la.
Por outro lado, as rádios viraram uma espécie de leilão,onde o famoso “jabá” (pagamento em troca de execuções musicais) é a lei maior.
Os empresários-que só enxergam lucro- por sua vez, querem o retorno mais rápido do seu investimento e pensam: pra que investir em arte a médio e longo prazo se posso ter o retorno imediato com os “produtos” popularescos.
E assim se monta o quebra-cabeças. Como matemática, façamos a soma: pobreza + desinformação + jabá + lucro rápido = MPPB (Música Popularesca Pobre Brasileira).
Que Orfeu,deus grego da música e da poesia, nos mande força pra mudar essa realidade…rs
Abração e boa semana!!!
agosto 3rd, 2009 at 10:31
Linguagem simplista e apelativa. Você conseguiu resumir o que cerca a nossa música “popularesca” brasileira.
Culpa dos músicos que se contentam com letras pobres, preocupando-se única e exclusivamente com os refrões fáceis e as melodias dançantes.
Culpa dos veículos de comunicação que preferem mostrar o que o púbico gosta (eles partem do pressuposto que a “massa” não compreenderia as canções dos artistas cabeças), preocupado com a audiência e o, consequentemente, retorno financeiro.
Culpa dos ouvintes que reclamam que o país não tem educação, mas continua cantarolando essas músicas desprezíveis.
agosto 4th, 2009 at 8:21
Realmente hoje em dia a qualidade musical foi preterida pelos empresários. Difícil ter que aturar essas “grandes bandas” que fazem sucesso instantâneo.
agosto 5th, 2009 at 0:57
Que Orfeu,deus grego da música e da poesia, nos mande força pra mudar essa realidade.
Diria mais que Orfe unos mande força pra mudar essa TRISTE realidade!!!
Bjão meu Reei
agosto 5th, 2009 at 20:52
Se essa moda de sinestesia pega….vai ter muita gente por aí convivendo com um tremendo gosto amargo/azedo gerado por essas “coisas”… completamente dissonantes! rsrs
agosto 6th, 2009 at 19:53
Adelmo!!!
Quanto tempo sem comentar aqui!
Apenas andava lendo os seus posts, mas hoje não poderia deixar de comentar!!
Assino embaixo em tudo que voce falou! Assim como aplaudo de pé a inicativa de Jauperi em fazer o projeto “Jau na Periferia”, levar muscia de qualidade para pessoas que não tem oportunidade de ouvi-las, e são quase obrigadas a ouvir o que as radios oferecem a elas.
Abraços cara!
agosto 10th, 2009 at 11:37
Oi, Adelmo! Tudo bem? O que você discutiu no texto é um problema muito comum aqui no nosso país. Alguns artistas não se preocupam em levar cultura para a população, mas, o que é relevante pra eles, é a cifra que uma determinada “música” pode gerar. Por isso vemos tantas coisas ruins serem catapultadas ao sucesso. Isso é vergonhoso. Até logo!CONCEIÇÃO DO JACUÍPE-BA.
dezembro 21st, 2009 at 10:45
Olá Casé sou seu fã cara desde do jingles no talent rsrs trabalho em rádio sou locutor a uns 15 anos e sempre vi a pratica do jabá uma forma nefasta de se obter lucro, não concordo . Mas felizmente observo que essa prática é difundida em larga escala nas emissoras da rms no interior a concentração desse mal é em menor escala. Um grande abraço feliz natal irmão. continue trabalhando pois quem tem talento DEus ajuda.