Percepções de um simples “eu”
Do alto dos meus 20 anos como profissional em música, posso dizer que já “vi, vivi e venci”muita coisa ( parafraseando Marcelo D2). Mesmo assim, todas essas experiências não fazem de mim um professor no assunto. Pelo Contrário, sou um fervoroso aprendiz, sempre atento às novidades da música e do mercado.
Existem muitos mitos em torno da profissão musical. Um deles é o mito da “fórmula do sucesso”. Nos sites de relacionamento que uso, volta e meia, cantores, compositores e artistas em geral me perguntam o que deveriam fazer pra obter sucesso… A resposta é sempre no sentido de eles buscarem sua verdade, identidade, de terem disciplina e, acima de tudo, PERSEVERANÇA. A teimosia consciente é um grande combustível para se alcançar o êxito.
Outro grande mito atrás do qual muitos artistas embarcam é o do empresário super-herói. Longe de mim desmerecer o talento e a importância dessa peça fundamental, que está por trás de toda carreira de sucesso. Mas empresário não faz milagre. Se não houver talento e se o “produto”não for vendável, o business man não poderá fazer muita coisa. Portanto artistas, acreditem primeiro em VOCÊS. Em vez de ficarem sonhando com um salvador da pátria musical, corram atrás de se aperfeiçoarem, das composições e pesquisas. Um dia alguém olhará pra vocês e enxergará o talento. E será o TALENTO o pilar que irá sustentar suas carreiras.
Outra coisa que foi muto importante no meu aprendizado, foi a necessidade e a coragem de ir cedo ao front de batalha, ou seja, tocar nos bares, festas, gravar jingles, compor e mostrar as canções… Dar a cara pra bater. Treino é treino, jogo é jogo. Mas só saia a campo quando estiver gostando do seu som, quando achar que realmente tem algo legal pra mostrar. Isso dá segurança, confiança…
Outra coisa que insistem em me perguntar : fulano canta bem? Você gosta de beltrano cantando? Dar opinião sobre o trabalho dos outros é uma coisa muito delicada e complexa. Tudo que dizemos pode ser usado contra nós no tribunal da música(risos). Eu posso achar que X canta bem,mas não é um grande artista. Por outro lado posso achar Y uma excelente artista e não gostar da forma com que canta. E até posso odiar um estilo musical específico e reconhecer que aquele artista é muito bom no que faz. Isso faz parte de outro conceito que tenho: não ter preconceito com nenhum estilo.
Enfim. Essas são apenas algumas impressões muito particulares de um simples “eu”.
Fiquem com Deus

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